Pubicado em: qua, nov 30th, 2016

Parceria fortalece paradesporto em Rondônia e garante participação de equipes em competições fora do estado

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Rondônia foi ouro na competição de bocha

As parcerias firmadas pelo governo de Rondônia com instituições, clubes e treinadores de estudantes com alguma deficiência é uma união de forças em benefício dos paratletas. A resposta desse ajuntamento entre o governo e parceiros é o resultado positivo da participação do Time Rondônia nas Paralimpíadas Escolares, que teve as passagens aéreas de toda delegação custeadas pelo governo estadual.

No maior evento paradesportivo escolar para estudantes-paratletas de 12 a 17 anos, ocorrido na semana passada, em São Paulo (SP), o Time Rondônia conquistou 24 medalhas, sendo 15 de ouro, três de prata e seis de bronze. Em 2015, em Natal (RN), os paratletas rondonienses voltaram para casa com 19 medalhas. O evento em nível nacional é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

“Vivemos um tempo em que uns ajudam os outros e ambos se fortalecem em favor do bem comum”, entende o professor Ítalo Aguiar, gerente de Educação Física, Esporte e Cultura Escolar da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que neste ano chefiou a delegação Time Rondônia na competição paradesportiva na capital paulista.

O Time Rondônia participou no atletismo, natação, tênis de mesa, judô e bocha. “Conquistamos medalhas na maioria das modalidades que participamos. E devemos isso à dedicação dos professores, treinadores, do esforço dos estudantes, das escolas públicas, das entidades e dos clubes”, admite Ítalo Aguiar.

O atletismo foi o carro-chefe das medalhas da delegação rondoniense. A maioria dos paratletas são treinados pela Rondônia Clube Paralímpico (RCP), uma Organização Não Governamental (ONG) instalada em Porto Velho. O professor Sílvio Roberto Corsino do Carmo, da diretoria da ONG, admite que o apoio do governo estadual seja importante para os deslocamentos dos paratletas e técnicos.

“Deixamos de levar atletas paralímpicos que treinam na RCP ao Circuito Loterias Caixa, em São Paulo, por falta de apoio através de passagens aéreas”, lamentou o professor Sílvio do Carmo, referindo a outra competição ocorrida no mesmo Centro de Treinamento, uma semana antes da Paralimpíada Escolar.

A pedagoga Maria Ferreira de Sousa Dalla Costa, da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), de Santa Luzia do Oeste, acredita que se não houvesse a parceria e o apoio do governo de Rondônia, a paratleta Michele Teixeira não teria a oportunidade de se classificar nem na fase estadual ocorrida em Ji-Paraná, em agosto.

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Atletismo foi uma das competições que garantiram mais medalhas ao estado

“Foi uma pena. Ela disputava a medalha de prata nos 100 metros quando caiu na linha de chegada em São Paulo”, lembra Dalla Costa, agradecida ao governo de Rondônia em custear as passagens dos atletas nas competições estaduais e nacionais.

O único paratleta do judô rondoniense presente em São Paulo foi ouro na categoria até 90 quilos. “Esta foi a primeira vez do Lucas em evento nacional. Só temos a agradecer o apoio recebido do governo”, disse o treinador do judoca, o sensei Russo Pereira.

“Mais que o valor do primeiro lugar, a medalha representa aprendizado, especialmente em respeito ao próximo”, disse o judoca Eduardo Martins, estudante da escola estadual Cora Coralina, em Ariquemes. A formação do Time Rondônia nas competições nacionais começa pela união de forças.

Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia

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