Pubicado em: sex, nov 10th, 2017

Porto Velho – Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta Hidrometeorológico para a Amazônia

O Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta Hidrometeorológico para a Amazônia – SIPAMHidro é implantado no Centro Regional de Porto Velho.

O sistema fornece informações hidrometeorológicas para a Amazônia com intuito de monitorar e prever diariamente as condições dos níveis dos rios e a ocorrência de tempestades severas que possam ocasionar alagamentos e inundações nas áreas urbanas.

A região Amazônica está exposta a diversas ameaças associadas, principalmente, a eventos hidrometeorológicos severos como inundações, secas e tempestades. Diante de tantas adversidades climáticas, o Censipam observou a necessidade de desenvolver o Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta Hidrometeorológico, denominado de SIPAMHidro, que tem como objetivo integrar dados, especialmente, sobre as condições hidrológica dos rios e ocorrência de chuvas, com objetivo de gerar informação e conhecimento sobre esses eventos naturais para acesso do público em geral.

O SIPAMHidro é um projeto desenvolvido e implementado pelo Censipam. Sua visão é definida como um conjunto de geotecnologias, metodologias e procedimentos operacionais, integrados a uma plataforma banco de dados que possibilita realizar monitoramento e análise espacial, gerar informação e conhecimento sobre as condições hidrológicas e meteorológicas para as grandes bacias e de bacias urbanas. Este sistema possibilita o aumento da eficiência e eficácia das respostas dos especialistas que atuam nas áreas prevenção e mitigação dos impactos gerados por eventos severos.

O principal beneficiário do sistema é a própria população Amazônica. O SIPAMHidro proporciona as instituições públicas que atuam na região, principalmente as Defesas Civis estaduais e municipais, que detém a prerrogativa de ações de prevenção destinadas a minimizar os impactos dos desastres naturais, possam dispor de informação em tempo real sobre ocorrências de inundações e secas severas ocasionadas pela sazonalidade do clima da região, assim como, a respeito de tempestades severas seguidas de alagamentos e inundações em bacias urbanas das grandes cidades da Amazônia.

Outra área beneficiada é o da navegação fluvial, tanto aquela destinada à mobilidade humana, como de transporte de cargas. Este seguimento terá à disposição, informações sobre o monitoramento e previsão de tempestades severas nas áreas de grande navegabilidade, áreas essas, em que esses eventos potencializam as condições agitadas dos rios podendo ocasionar desastres de grandes consequências.

Os técnicos que trabalharam no desenvolvimento do sistema buscaram criar produtos inovadores capazes de integrar dados sobre os níveis dos rios a condição topográfica das áreas urbanas. Essa metodologia já aplicada para o município de Marabá, no Pará, permite a partir das condições atuais ou previstas de subida do nível do rio, identificar e dimensionar a extensão do impacto provocado pela cheia do rio. Em breve serão incorporadas ao sistema outras áreas que frequentemente são impactadas por esse tipo de evento.

Outra metodologia bastante promissora e inovadora é a que integra dados de monitoramento e previsão de tempestades severas, obtidos pelos radares meteorológicos (atualmente existem 11 radares na Amazônia), ao da topografia do terreno e as condições resposta hidrológica das bacias urbanas. Neste aspecto, o SIPAMHidro disponibiliza produtos que permite prever alagamentos e inundações ocasionados por tempestades severas nas áreas intensamente ocupadas por população.

O SIPAMHidro foi lançado em no mês de agosto, em Brasília e está sendo implementado nos Centros Regionais do Sipam de Belém ( PA), Manaus (AM) e Porto Velho (RO).

O SIPAMHidro é um produto do Centro Gestor e Operacional do Sistema do Sistema de Proteção da Amazônia que poderá ser acessado através do seu portal www.sipam.gov.br, e conta com a contribuição de diversas instituições como a Agência Nacional de Águas (ANA), Eletrobras, Operador Nacional do Sistema (ONS), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Força Aérea Brasileira (FAB), Marinha do Brasil, Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Sferics Timing And Ranging NetWork (StarNet) e do National Centers for Environmental Prediction (NCEP) da National Oceanic and Atmospheric Adminstration (NOAA).

Fonte: CR PV/Sipam

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