Pubicado em: qua, abr 29th, 2015

Presidente egípcio promete eleições até o fim do ano

 Abdel Fatah al-Sissi deu declarações antes de visita à Espanha.
Processo seria iniciado em março, mas foi paralisado por recursos.

O presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, se comprometeu a organizar eleições legislativas antes do fim do ano e disse ter evitado uma guerra civil que causaria um dano terrível à Europa, em declarações publicadas nesta quarta-feira (29), véspera de uma visita oficial à Espanha.
“Dou minha palavra que (as eleições legislativas) serão realizadas antes do fim do ano”, afirmou o líder egípcio em uma entrevista concedida no Cairo ao jornal de centro-direita espanhol El Mundo.
“Queríamos iniciá-las em março, mas o processo foi paralisado pelos recursos de inconstitucionalidade apresentados contra a lei por alguns cidadãos”, disse.
Desde que destituiu o então presidente islamita Mohamed Morsi em julho de 2013, Al-Sissi, ex-comandante do exército eleito presidente em maio de 2014, é acusado por seus opositores de ter instaurado um regime autoritário eliminando qualquer oposição.
“Tenho à minha frente uma difícil equação: meu trabalho é manter a vida e a segurança de 90 milhões de egípcios ou o caos. Se deixo que as pessoas façam o que querem, a Europa pagará os salários dos egípcios? (…)”, acrescentou.
“Se este Estado cair, a região irá ao desastre e a Europa sofrerá um dano terrível. O Egito não é o Iraque, a Síria ou o Iêmen, países que têm mais de 20 milhões de habitantes cada um. Nós somos 90 milhões”, se defende.
“Faço tudo o que posso para proteger os egípcios. Tento não chegar a situações das quais possa me arrepender”, afirma, depois de considerar que “o Egito agora está mais perto da democracia porque existe uma vontade política de respeitar a vontade das pessoas”.
“Os egípcios também podem romper com Al-Sissi caso desejem”, mas “se eu não tivesse agido, teria ocorrido uma guerra civil”, afirma.
Ao menos 1.400 simpatizantes de Morsi morreram durante a repressão lançada pelas autoridades após sua destituição. Mais de 15.000 de seus simpatizantes foram presos e centenas foram condenados à morte.
O poder também enfrentou a oposição laica e de esquerda, detendo dezenas de jovens militantes por não respeitarem uma controversa lei que limita o direito de manifestação.
Al-Sissi se negou a responder a uma pergunta sobre Morsi, condenado no dia 21 de abril a 20 anos de prisão, afirmando que compete à justiça.

Fonte: g1.com

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