Pubicado em: qui, abr 27th, 2017

Triagem auditiva vai contemplar 19 escolas da rede municipal de Porto Velho; mais de 600 alunos foram atendidos em 2016

Abertura do atendimento foi realizada na Escola Municipal Maria Izaura, de Porto Velho

Pelo menos 19 escolas da rede municipal de Porto Velho, que aderiram ao Programa de Saúde na Escola (PSE), serão atendidas pelo Programa Estadual de Triagem Auditiva em Escolares, que tem como finalidade a detecção de problemas auditivos em alunos – do 1º ano do ensino fundamental -, por meio de triagem realizada por profissionais da área, professores e os próprios pais.

O anúncio foi feito nessa quarta-feira (26), pela Gerência de Programas Estratégicos de Saúde (GPES) da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), durante a abertura do atendimento neste ano, em solenidade na Escola Municipal Maria Izaura da Cruz.

De acordo com o setor de estatísticas da Sesau, em um ano de atividade passaram pela triagem 697 alunos. Desse total, 297 foram encaminhados para exames complementares e estão em tratamento nas unidades de saúde do estado. O programa é desenvolvido pela Sesau em parceria com a prefeitura da capital e faculdades da área de saúde.

De acordo com o GPES, todas as crianças selecionadas para a triagem passam por um processo de avaliação feito por professores, orientadores e os pais. Se comprovada a suspeita de que a criança apresenta sinais de que pode ter problemas auditivos, ela é relacionada para o programa. Todo o procedimento tem que ser autorizado pelos pais ou responsáveis legais.

Francisca Lopes, mãe de Sofia, destaca a importância do programa

Importância

A dona de casa Francisca Lopes da Silva, moradora do bairro Costa e Silva, zona Norte de Porto Velho, destacou a importância do programa, afirmando que a criança passa um longo período na escola e que muitas vezes é neste momento que aparecem sintomas que podem indicar uma dificuldades da audição. Ela citou como exemplo a desatenção, distanciamento do que está sendo ensinado, dificuldade de compreensão, entre outros indícios de que algo não está correto.

Francisca é mãe da pequena Sofia Lopes Neri, 5 cinco, uma das 103 crianças da Escola Maria Izaura selecionadas para a triagem. De acordo com mãe, Sofia mesmo sendo uma criança ativa apresenta alguns sinais. “Na pior das hipóteses vai confirmar que está tudo bem”, relatou.

Causas externas

De acordo com técnicos do GPES, o Estado de Rondônia é caracterizado por um clima equatorial com presença de temperaturas elevadas e grande umidade. Suas condições climáticas contribuem para transmissão de vírus e bactérias desencadeadoras de processos infecciosos de vias aéreas superiores que podem ocasionar secundariamente problemas de audição. A privação auditiva pode afetar a percepção da fala e dificultar a compreensão, principalmente em ambientes ruidosos, interferindo no desenvolvimento da linguagem e aprendizado escolar da criança.

Ainda segundo o GPES, a Sesau, através do Grupo Condutor Estadual da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência em parceria com o Hospital Santa Marcelina, Faculdade São Lucas, Faculdades Integradas Aparício Carvalho através do curso de Fonoaudiologia; Secretarias Estadual e Municipal de Educação de Porto Velho, que elaboraram uma campanha de saúde auditiva para ser desenvolvida nas escolas de ensino fundamental da capital.

Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom – Governo de Rondônia

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