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Laércio Torres recebe tratamento experimental com polilaminina após acidente na BR-364

Vilhenense sofreu lesão na coluna e recebeu substância ainda em estudo para casos de trauma medular; evolução do paciente poderá fornecer informações para pesquisas sobre o tratamento

O ex-secretário de Obrperfeas de Vilhena Laércio Torres recebeu uma aplicação de polilaminina após sofrer um grave acidente na BR-364. A substância é estudada como uma possível alternativa para pacientes com lesões na medula espinhal, mas ainda passa por pesquisas para avaliação de sua segurança e eficácia.

Laércio sofreu o acidente no sábado (12), no trecho da rodovia entre Cacoal e Pimenta Bueno. Após receber atendimento médico, ele foi submetido a uma cirurgia em decorrência de lesões em duas vértebras e permaneceu sob acompanhamento especializado.

Diante das características da lesão e do curto período transcorrido desde o acidente, o vilhenense foi avaliado para receber a polilaminina. Uma equipe ligada à pesquisa desenvolvida no Rio de Janeiro se deslocou até Rondônia para acompanhar o procedimento.

A aplicação ocorreu dentro das primeiras 72 horas após o trauma, período considerado relevante nas pesquisas realizadas até agora com a substância.

Tratamento ainda é experimentalA polilaminina é derivada da laminina, proteína presente naturalmente no organismo e relacionada, entre outras funções, à organização e ao crescimento celular. Pesquisadores estudam se sua aplicação diretamente na região lesionada pode favorecer a recuperação de conexões nervosas após traumas na medula.

A pesquisa é liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e vem sendo desenvolvida ao longo de vários anos.

Estudos iniciais apresentaram resultados considerados promissores em alguns pacientes, mas ainda não permitem afirmar que a substância seja eficaz para a recuperação de pessoas com lesão medular. Novas etapas de pesquisa são necessárias para avaliar tanto a segurança quanto os possíveis benefícios do tratamento.

Caso poderá contribuir com pesquisasA evolução clínica de Laércio deverá ser acompanhada após a aplicação. As informações obtidas ao longo de sua recuperação poderão contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre a utilização da polilaminina em pacientes com trauma medular agudo.

O acompanhamento, no entanto, não significa que haverá necessariamente recuperação dos movimentos. Especialistas ressaltam que cada lesão apresenta características próprias e que a reabilitação também desempenha papel importante no processo.

Um estudo anterior envolvendo oito pacientes com lesão medular completa registrou evolução neurológica em seis participantes. Os próprios pesquisadores, porém, apontaram a necessidade de estudos adicionais antes que seja possível estabelecer a eficácia da substância.

Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de um estudo clínico de fase 1 com a polilaminina. Essa etapa é voltada principalmente à avaliação da segurança do produto em pacientes com trauma raquimedular agudo.

Laércio permanece sob cuidados médicos enquanto familiares, amigos e apoiadores acompanham sua recuperação.

assessoria

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