Alvos de inquérito sobre atos antidemocráticos têm sigilos bancário e telemático quebrados

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Fontes ligadas à investigação informaram que as 21 pessoas alvos da operação da PF nesta terça (16) tiveram os sigilos quebrados. Todos negam irregularidade.

Fontes ligadas ao inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos informaram nesta quarta-feira (17) que todos os alvos da operação desta terça (16) tiveram os sigilos bancário e telemático quebrados.

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal, e os alvos são aliados do presidente Jair Bolsonaro – todos negam irregularidade.

As buscas e apreensões foram pedidas pela Procuradoria Geral da República (PGR) e autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos estão empresários, publicitários, youtubers e parlamentares.

Nesta terça, já havia a informação de que o sigilo bancário de 10 deputados aliados de Bolsonaro e um senador havia sido quebrado. Nesta quarta, a TV Globo confirmou a quebra do sigilo bancário dos outros 10 alvos da operação e também do sigilo telemático das 21 pessoas.

O sigilo bancário dos investigados foi quebrado a partir do dia 19 de abril de 2019. A data foi escolhida porque remete a um ano antes da manifestação que pediu intervenção militar, em frente ao Quartel General do Exército, que levou à abertura do inquérito. Bolsonaro discursou no ato.

Sigilo telemático
As fontes ligadas à investigação também confirmaram também que todos os investigados tiveram o sigilo telemático quebrado, o que significa que a Polícia Federal também vai investigar e-mails, redes sociais e sites que essas frequentaram.

A afirma que há indícios do envolvimento dos investigados na realização de manifestações antidemocráticas, que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, pautas inconstitucionais.

Essas pessoas são investigadas por suspeita de participarem de uma rede que dissemina mensagens contra a democracia, pregando a desobediência, além de estruturarem atos contra a ordem pública.

Fonte: G1 Globo




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