Anatomia Política, 01 De Julho De 2015

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A “quase” reforma política do Congresso chegou a assustar, e ainda não acabou. As poucas mudanças já farão diferença. Assim que forem concluída e aprovadas todas as mudanças, farei uma coluna analisando o quadro político de Rondônia à luz das novas regras. Por enquanto ainda está “nublado”.

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Cacoal – Depois da “Plateias” a poeira começa a assentar em Cacoal. O povo agora entende o que estava acontecendo lá e se prepara para virar o jogo e fazer tudo novo em 2016. A Deputada Glaucione Nery está bem cotada, mas pode ter concorrente de peso. Um dos médicos mais queridos da cidade, Claudemir Borgui, pode ser o candidato do PMDB.

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A favor de Claudemir Borgui, além do carisma, fama de bom moço e caráter inquestionável, é sua militância na saúde. O povo reconhece a dedicação do médico pela melhoria da saúde pública no município. A população de Cacoal sente saudade do PMDB que governou a cidade nos tempos áureos, que também tinha uma bancada de vereadores muito atuantes.

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Dúvida – Parece que não é certa a candidatura de Glaucione, agora com as novas regras da reforma política (especialmente a não reeleição para o executivo). Existem pessoas próximas a ela que consideram a possibilidade da deputada recuar nesse projeto. “Deixar um mandato tranquilo, como é o de deputado, para assumir uma prefeitura, correr o risco de ficar inelegível por “bobeira” é uma decisão que precisa ser bem pensada”, defendeu um de seus aliados em Cacoal.

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Vilhena – O PMDB sofre uma das piores crises da história na cidade. A disputa pelo controle do partido ocorre no seio da família Donadon. De um lado o presidente da Câmara de Vereadores, Junior Donadon, vereador eleito pelo partido, foi candidato a Deputado Federal, e presidia o partido até este mês de junho. Do outro lado a Deputada Estadual Rosângela Donadon, apoiada por Melki e por Marcos.

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Na queda de braço Rosângela Donadon ganhou, mas o partido está dividido em três grupos em Vilhena. Um grupo ligado ao Melki, outro ao Junior e um terceiro grupo não apoia nem um, nem outro. Continuam no PMDB, mas não compactuam com nenhum dos atuais líderes do clã. Tem apenas um nome que poderia unir o PMDB no Conesul e dar a cadência – Natan Donadon. Apesar de estar preso na Papuda, em Brasília, Natan continua sendo o maior líder político da região.

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Jaru – A prefeita, Professora Sônia (PT), “ressuscita” politicamente depois da prisão do presidente da câmara por, supostamente, achaque. Pelo menos agora ela tem discurso e pode jogar a culpa de seus insucessos administrativos em alguém. Ela começa a ver uma luz no final do túnel da reeleição, mas tem muito que ajustar. Seu maior adversário, segundo seus eleitores, é ela mesma. “Ela precisa baixar a bola e vencer o orgulho e a vaidade”, me disse um amigo petista de Jaru, em tom de desabafo.

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Pimenta – Pimenta Bueno vive um momento de aparente calmaria. A família Mendonça se articula para se manter no poder, desta vez com o apoio do PMDB desde o início. O maior desafio para o grupo está nos bastidores. Se a “costura” for bem feita, elimina metade da força adversária. Caso contrário, um grupo muito forte pode se levantar e ameaçar a reeleição.

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Jean Mendonça tem a chance de unir, em um só palanque, uma legenda imbatível: Além de seu partido (PTB), poderá trazer o PMDB, o PSB, o PDT e até o PT. Se isso acontecer sobra muito pouco para a oposição. Porém, se não der certo, três partidos com expressividade política poderão estar juntos no palanque da oposição – PSB, PDT e PT.

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O PMDB também é forte em Pimenta, mas sofre os problemas internos de conflitos de egos. Qualquer um membro do PMDB que queira ser prefeito de Pimenta terá que se preparar para duas disputas, ambas difíceis – a interna – com os companheiros de partido – e as urnas. É certo que o partido continue coadjuvante em Pimenta, por enquanto com o PTB.

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Em visita a municípios do interior do Estado, ouvi muita “choradeira” de prefeitos. As arrecadações diminuem a cada mês e, de maneira inversamente proporcional, as despesas aumentam. Os cortes nos gastos são inevitáveis, mas nem sempre possíveis. Tem muito prefeito querendo jogar a toalha e abandonar a política. Além disso, segundo eles, há muita perseguição do Ministério Público e qualquer erro pode custar caro.

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Eu afirmo sempre que política é “a arte do relacionamento”. A cada dia a história comprova isso. Nos municípios onde os gestores mantém um bom relacionamento com o Ministério Público não há perseguição ou pressão. Existe, sim, parcerias e cooperação. Não estou falando de relação “promiscua”. Estou falando de relação cordial, troca de informações, orientações. O que mais atrapalha os relacionamentos entre os poderes são os seguintes amigos: o ego, a arrogância, a prepotência e o orgulho. Cada prefeito tem, no mínimo, um desses “amigos”.

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É claro que um bom relacionamento é uma “via de mão dupla”, depende de ambos os lados. A queixa de alguns prefeitos é que eles não têm chances de manter um bom dialogo com o MP. Nesse momento entra as estratégias de comunicação. Existem técnicas de comunicação que permitem quebrar barreiras e criar relacionamentos saudáveis e socialmente construtivos.

Dejanir Haverroth – Bacharel em Comunicação Social, especialista em Ciências Políticas, especialista em Assessoria de Comunicação, Trainer Internacional em PNL, Praticante de Coaching Quântico Sistêmico e COACH Político – Certificados reconhecidos por três entidades internacionais.




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