Anatomia Política – 22 De Junho De 2014

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Esta é a ultima coluna escrita antes das convenções – que acabam com as especulações a cerca dos nomes que irão concorrer nas eleições 2014, bem como as coligações. Neste final de junho já saberemos qual o cenário em que a batalha eleitoral se desdobrará nos próximos três meses.

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Hoje, 22/06, ainda ouso fazer algumas previsões às cegas. Quem serão os candidatos a governo e senado e quais partidos se unirão na campanha? Haverá, pelo menos, três candidatos em condições de chegarem ao segundo turno: Do PMDB, do PP e do PSDB. Há possibilidade de um terceiro, do PT – se a nacional do partido não intervir.
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O PMDB deve concorrer à reeleição com Confúcio Moura (isso não é novidade). Mas o vice é uma incógnita. Se o PT vier a reboque, poderá indicar o vice. Caso contrario, Julio Olivar (PSB) será o agraciado de Confúcio. O partido poderá lançar chapa “puro-sangue”, com vice do próprio PMDB. Nesse caso poderá ser Lucio Mosquini. Caso não seja o vice, Julio Olivar não será candidato a nada. Ele não se arriscaria provar aos outros que não tem votos. Para o Senado o grupo não discute. É Acir Gurgacz (PDT).
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O PP deve entrar rachado nessa convenção, já que o cacique maior da legenda quer a irmã, Jaqueline Cassol, candidata ao governo. Porém, boa parte da cúpula do partido quer Maurão de Carvalho. A queda de braço será na convenção. Jaqueline Cassol leva vantagem na queda de braço. Ao senado nada está definido até o momento. Poderá ser Carlos Magno ou Ivone Cassol. Outra (remota) possibilidade é uma união com o PT.
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O PSDB deve lançar Expedito Junior ao governo, com Neodi de vice. Caso não tenha nenhum impedimento jurídico, é uma chapa favorita a uma das vagas do segundo turno. Expedito deve reunir um grupo de vários partidos e começar com muita força essa campanha. Para o senado o candidato é Moreira Mendes, e, se não der certo, seu filho, Guilherme. O “velho” Moreira é um bom páreo para Acir.
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A situação do PT deve ter um desdobramento ainda nesta semana. Há três possibilidades: a primeira e mais provável, é que se una ao PMDB por força de alianças nacionais – nesse caso indicaria o vice (ou não), e apoiaria Acir (de graça) ao Senado. A segunda possibilidade é uma união com o PP, de Cassol – com Padre Ton ao governo ou ao Senado. Uma terceira possibilidade é encarar sozinho a disputa ao governo de Rondônia.
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Se dividirmos geograficamente os votos, o Estado terá cinco regiões definidas. Assim podemos entender melhor como se dará essa eleição. A capital, Porto Velho, com cerca de 270 mil eleitores, (25% do eleitorado), está dividida. O Vale do Jamari com cerca de 200 mil eleitores (18% do eleitorado), tende a despejar seu maior numero de votos em Confúcio.
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A região central, com eleitorado equivalente ao Vale do Jamari, também está dividida. A zona da mata e Vale do Guaporé, juntos, tem o maior contingente eleitoral (Cerca de 30% do Estado). O Conesul é o menor, com 10%. Nestas duas ultimas regiões há uma tendência maior para os candidatos de PSDB e PP. O PT é estável na maioria dos municípios, com seu ponto fraco no Vale do Jamari.
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Essa análise (de cinco regiões) é superficial porque deixa de fora alguns municípios que não se encaixam a nenhuma das regiões citadas. Para se ter uma análise mais precisa, o ideal é que o Estado seja dividido, geopoliticamente, em 9 regiões: Conesul (Vilhena), Vale do Rio Pimenta (Cacoal), Zona da Mata (Rolim de Moura), Vale do Guaporé (São Miguel), Central (Ji-Paraná), Bacia Leiteira (Jaru), Vale do jamari (Ariquemes), Capital(Porto Velho) e Guajará Mirim.
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Essa divisão poderá nortear campanhas a deputado federal e estadual, nos discursos e estratégia de alianças e logística. A campanha fica mais barata se for bem planejada. Um voto fora do reduto do candidato pode custar cinco vezes mais para ser conquistado. Candidatos de municípios pequenos têm dificuldades em se elegeram por conta desses cálculos. Para se ter uma ideia, cerca de 40% dos municípios de Rondônia nunca teve um representante nos parlamentos estadual ou federal.
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Mas não é só a geografia que ajuda ou atrapalha candidatos. É preciso direcional o discurso e as estratégias de campanha com base em outras variáveis, como sexo, idade, religião e outros. As pessoas pensam, percebem e agem de maneiras diferentes, de acordo com essas variáveis. Um candidato bem orientado pode trabalhar seu discurso e suas ações de forma a atingir com mais precisão seus objetivos.
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O político que não tiver um bom profissional que possa orientar sobre estratégia de campanha, discursos e logística, tende a gastar mais dinheiro e obter menos votos. Contudo, o profissional deve ser habilidoso para que as estratégias não pareçam superficiais e roube a essência da personalidade do político. Boa sorte!

 




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