Anatomia Política

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Resumo das colunas publicadas no mês de Fevereiro

O Governador Confúcio Moura enfrenta o desafio de subir na opinião pública durante este ano, que antecede as eleições. As ações de divulgação dos trabalhos já começaram e já apresentam resultados positivos. Confúcio é candidatíssimo a reeleição e, pelo que se pode ver, não terá adversário a altura.

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Ivo Cassol, que poderia representar perigo a reeleição de Confúcio certamente estará fora, pela lei “Ficha Limpa”. Se as eleições fossem hoje, pelas pesquisas, Cassol teria vantagem sobre Confúcio. Mas até as eleições isso muda, caso Confúcio consiga fazer a opinião pública entender que o fortalecimento das instituições é mais importante que a figura do político.

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Expedito Junior, certamente não será candidato. Ele tem contrato de prestação de serviços no valor de R$ 50 milhões por ano com o governo. Ainda pesa contra Expedito uma condenação que poderá deixa-lo fora do pleito. Contudo, Expedito está buscando o apoio de Cassol para a empreitada. Sem Cassol e nem Expedito Junior, sobram poucos adversários com respaldo popular para disputar com Confúcio.

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O PP, de Ivo Cassol, poderá lançar um (a) candidato (a). Pode ser sua esposa, Ivone Cassol, ou seu irmão, Cesar Cassol, prefeito de Rolim. O mais provável é que seja Cesar. Mas, por enquanto, não é possível ver sucesso nessa empreitada. Cesar vai ter que fazer um trabalho muito bom em Rolim e repercutir no Estado todo, e para isso tem pouco tempo. Se esperar só pela transferência dos votos do Ivo, vai se decepcionar.

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Quanto à Ivone Cassol, as pesquisas do IRPE mostram que ela perde para Confúcio hoje, que sua popularidade deveria estar em alta e o governo não está bem perante a opinião pública. Daqui a um ano e meio, quando começar a campanha, Confúcio estará fortalecido e com larga vantagem.

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O PT provavelmente terá candidatura própria ao governo. Mas para isso conta com importantes alianças, como o PSB de Nazif (Porto Velho) e Jesualdo (Ji-paraná). O nome melhor do PT é o Deputado Federal Padre Ton, e a maior força virá da bandeira do próprio partido. Lula é um ícone e o palanque do partido estará muito forte na próxima eleição, que deve reeleger Dilma. Existe ainda a possibilidade de Hermínio Coelho (PSD) voltar ao PT e ser o candidato ao Governo.

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Existe possibilidade de o PDT romper com Confúcio e lançar candidatura ao governo. É um sonho da família Gurgacz e está nas mãos do Senador Acir. As chances de eleição dependem de vários fatores. Primeiro, apostar nos erros de Confúcio, depois, na capacidade de ganhar aliados. Um partido cobiçado é o PSB (o mais cobiçado por todos os partidos nessa campanha).

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Cogita-se uma aliança entre Cassol e Gurgacz para derrubar Confúcio. Mas o grupo da base do atual governador não crê nessa hipótese. É uma manobra arriscada, onde só o grupo de Cassol teria vantagens – desestrutura Confúcio e emplacar um senador.

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O PSD, partido mais novo do Brasil, deve ensaiar uma disputa ao governo em 2014. Com aliados em todos os municípios de Rondônia, a presidência da Assembleia Legislativa e dois pré-candidatos, os PSDistas certamente não entregarão o governo sem disputa. O Deputado Hermínio Coelho, presidente da ALE, e o prefeito de Ouro Preto, Alex Testone, são os nomes do partido.

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Outro partido que tem uma relativa representatividade é o PTB, de Nilton Capixaba. Mas o partido sofreu um golpe quase fatal com a queda de Valter Araújo. Nilton Capixaba terá que se organizar e escolher o lado certo, uma boa coligação, para se garantir na Câmara dos Deputados. Voto ele provou que tem.

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O desespero começa a tomar conta de alguns políticos que perderam terreno na ultima eleição. Exemplo disso é o deputado Luizinho Goebel (PV), que apresentou proposta onde as ações do Governo na área de saúde, educação, estradas e agricultura, sejam executadas através de emendas, para prestigiar os deputados. Ele precisa retomar o espaço perdido nas eleições de Vilhena, onde ele teve uma pífia votação.
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Com a eleição da mesa diretora da Câmara de Vilhena para o biênio 2015/2016, podemos concluir que Junior Donadon não será o candidato a deputado estadual da família Donadon no ano que vem. A família deve apoiar a candidatura do Secretario da SER/Conesul, Josué Donadon.

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Sobre a hipótese de José Rover, prefeito de Vilhena, concorrer ao Senado é rara. Certamente ele não deixará dois anos de mandato na prefeitura para disputar com Acir Gurgacz. Isso seria possível se Acir não fosse candidato ao senado, e sim ao governo, e apoiar Rover.

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Uma coisa é quase certa: Lisângela Rover deverá ser candidata à deputada federal em 2014. Segundo as analises quantitativas e qualitativas do quadro político do Conesul, caso Natan Donadon não possa se candidatar, Lisângela é a maior possibilidade de eleição de um representante da região no Congresso Nacional.




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