Após restrições do governo Trump, cidades dos EUA “disputam” refugiados

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Grandes cidades estão oferecendo cursos, empregos e garantia de habitação para imigrantes e refugiados

O salto rejuvenescedor proporcionado pela chegada constante de refugiados a cidades norte-americanas está ameaçado agora com o governo Trump . Segundo reportagem do jornal New York Times, a redução drástica no número de refugiados permitidos no país já compromete a oferta de mão-de-obra e o orçamento de localidades, especialmente no Estado de Nova York.

Alguns desses lugares estão apostando em uma nova estratégia: atrair refugiados que se instalaram em outras partes dos Estados Unidos. Eles estão anunciando emprego, aula de língua inglesa e garantia de habitação na esperança de receber número suficiente de pessoas para evitar o declínio populacional.

Desde que assumiu o cargo, Trump reduziu drasticamente o número de refugiados. O limite foi estabelecido em 30.000 no ano fiscal, enquanto, no governo Obama, esse número ficou em 110.000 no último ano fiscal. É o teto mais baixo que um presidente já colocou nas admissões de refugiados. Segundo o Departamento de Estado, Nova York recebeu apenas 1.281 refugiados, uma redução significativa em relação aos 5.026 de dois anos antes.

Cortes no financiamento federal dessa área significaram que as agências de reassentamento em diferentes partes do país tivessem que diminuir ou fechar. Em Nova York, o Estado entrou em cena e tem financiado essas agências desde 2017.

Com isso, é possível fornecer serviços a mais refugiados, um incentivo para que as pessoas se mudem de outros lugares para Nova York. Alguns refugiados estão se tornaram até captadores de novos recrutas para empresas famintas por funcionários.

Mas Nova York não está sozinha nesse empenho para reverter sua população cada vez menor e envelhecida. Em busca de força de trabalho, Maine e Vermont estão investindo para incentivar as pessoas a se mudarem para lá.

Vermont oferece como diferencial a proposta de trabalho em casa, na tentativa de atrair jovens profissionais de tecnologia. Já o Estado de Wyoming procura pessoas que nasceram lá, empregando recrutadores para ajudá-los a encontrar emprego.

Entre 1950 e 2000, Rochester e Syracuse perderam cerca de 30% de suas populações, Utica perdeu cerca de 40% dos habitantes e Buffalo perdeu metade de seus moradores, segundo o escritório do controlador do Estado de Nova York. O declínio de Buffalo foi o quarto mais alto em todo o país.

Depois de ganharem vida nova com os refugiados , novamente as cidades estão assustadas com a volta do ciclo de declínio. “Ainda não estamos nesse ponto de inflexão, mas estamos muito próximos”, afirmou ao jornal o deputado Sean Ryan, democrata de Buffalo.

Fonte: urgentenews




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