Com decreto de isolamento restritivo, Corpus Christi é celebrado sem procissões nas ruas de Porto Velho

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 Norma do Governo do Estado não permite aglomeração de pessoas. Missas são transmitidas pela internet.

A celebração católica do Corpus Christi em Porto Velho neste ano foi alterada por causa da pandemia do novo coronavírus e o decreto estadual de isolamento restritivo que limita a circulação pelas ruas.

Com isso, os tradicionais tapetes da celebração não enfeitam as ruas. As marcações no asfalto normalmente indicam o trajeto de procissões, que também não podem ocorrer por conta da Covid-19.

A opção encontrada por várias paróquias da capital é a transmissão de missas pelas redes sociais e realização de procissões nos pátios das igrejas.
Uma nota da Arquidiocese de Porto Velho informa que apenas seis pessoas podem estar na igreja para a transmissão do serviço, incluindo o padre.

O Arcebispo Dom Roque Paloschi explica que há muitas maneiras de celebrar. No Brasil, de modo especial se caracterizou pelos enfeites das ruas, confecção dos tapetes e a manifestação através da arte da eucaristia.

“Este ano diante da pandemia do coronavírus em Porto Velho não estamos celebrando a procissão da ruas. Temos que seguir as orientações das autoridades sanitárias e a Igreja precisa dar o exemplo. Muitas famílias estão enfeitando a frente da casa com o sinal da eucaristia. Ao celebrar a eucaristia nós também fazemos esse compromisso e ser uma pessoa eucarística, que gera comunhão, constrói pontes de proximidade, solidariedade e compaixão”.

Em uma paróquia da zona oeste, está programada uma pequena procissão no pátio da igreja e depois a bênção do santíssimo sacramento, conforme o religioso.

“Não fizemos tapetes porque o tempo que a gente está vivendo não permite isso porque para fazer tapete tem que reunir gente, aglomerar pessoas e nós sabemos da nossa responsabilidade e não podemos fazer isso”, disse ao G1 o padre Marcelo, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

O dia de Corpus Christi acontece 60 dias depois da Páscoa e marca a celebração da eucaristia, que é um dos sacramentos católicos.

“Sabemos dos limites e dificuldades, mas Deus vai nos conduzindo e esse é o melhor caminho hoje: ficar no isolamento, evitar propagação. Eucaristia é ação de graças, mas também sacrifício”, comenta Dom Roque.

FONTE: G1 RONDONIA




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