Anatomia Política – Agosto/2012 – Eleições 2012/Rondônia

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(Coluna publicada na Revista Enquete – edição 02)

Dejanir Haverroth
www.dejahaverroth.blogspot.com

Apartheid gay – Na ultima semana eu vi, no programa do Jô, na Globo, uma entrevista com um pastor gay que fundou uma igreja “inclusiva”. Enquanto uns lutam pela inclusão, outros querem apartheid. Em Porto Velho, capital de Rondônia, pastores se uniram para “boicotar” a campanha de Fática Cleide (PT) à prefeitura. Motivo: Fátima foi relatora do Projeto de Lei torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais (PLC 122/06).
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Vingança? – Esses pastores não querem que os fiéis votem em Fátima Cleide, candidata a prefeitura de Porto Velho, porque ela foi relatora, no Senado, do Projeto de Lei Complementar 122/06. A referida proposta, de autoria da então deputada Iara Bernardi, foi aprovada na forma de substitutivo oferecido pela relatora, senadora Fátima Cleide (PT-RO).
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A cidade das obras inacabadas – Porto Velho vive o caos no transito, especialmente para quem está chegando ou saindo da cidade. Parece que nunca vão ficar prontas as obras do PAC, de Dilma, do PT. O prejuízo político do partido da presidenta já é grande, e se Fátima Cleide (PT) perder as eleições, nada tem a ver com os gays. Eximam-lhes essa culpa.
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Jipa – E por falar em obras e caos no transito, não tem como não pensar em Ji-paraná. A cidade é dividida pelo rio Machado, e a única via de acesso é a ponte da BR 364. Agora o DENIT, a prefeitura ou sei lá quem, resolveu duplicar a BR no perímetro urbano. As obras provocaram o caos. Passar por Ji-paraná por esses dias é uma verdadeira “Via Crucis”.
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Anel viário – Além do trafego dos veículos que passam pela cidade de Ji-paraná, tem ainda os próprios moradores, que dependem da ponte. A solução deve ser o anel viário, já começado e jamais concluído. É preciso desviar o transito do centro da cidade, para o bem dos moradores da cidade e dos condutores de veículos que trafegam pela BR 364.
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Cacoal e o Padre – Volto a falar em religião e política. Em Cacoal, o atual prefeito e candidato a reeleição, Padre Franco Vialetto,  está com dificuldades para colocar sua campanha na rua. O problema é grana. Desapegado aos bens materiais, o Padre não juntou “talentos” para gastar com propaganda eleitoral. Reeleição sem dinheiro é difícil. Quem está com o abacaxi são os fãs do padre.
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“Merchandinho” – Quem acredita em milagres deve observar o desenrolar da política de Machadinho do oeste nos últimos 18 meses. Em fevereiro de 2012 o prefeito Marinho da Caerd estava morto politicamente e deu sinal de vida. Ele ressuscitou e deve se reeleger. O mérito é todo dele, mas contou com uma parcela de contribuição deste colunista que, através de pesquisas qualitativas feitas há 18 meses, apontou caminhos para a mudança.
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Vilhena – Na cidade de Vilhena o crescimento de José Rover (PP) começa a ser notado até por leigos na política. A ultima pesquisa feita pelo IRPE e devidamente registrada no TSE, que está sendo publicada pela Revista Enquete nesta semana, mostra Zé Rover com quase 60% das intenções de votos. Tudo aponta para que ele tenha a maior votação de todos os tempos para prefeito de Vilhena.
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Profecia – Em Cerejeiras a coisa está feia para os caciques políticos Kleber Calisto e Ezequiel Neiva. O problema é o peso do candidato apoiado por eles, o Pedrinho do Taxi. Enquanto eles tentam puxar os índices para cima, a rejeição pesa e não deixa o candidato subir. Acho que eles subestimaram o adversário.
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Visita – Durante uma visita em Vilhena, no final de julho, o governador Confúcio Moura na sede da Associação Comercial e Industrial de Vilhena (ACIV) para divulgar a Expo Peru a ser realizada em Porto Velho, no dia 9 de agosto, no Aquárius Selva Hotel.
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Reflorestamento – Na avaliação do governador, os empresários rondonienses são altamente empreendedores e o governo precisa ajudá-los a exportar. “Estou aqui para animar os empresários locais. A economia local precisa ser discutida pela gente mesmo. Vamos investir em florestas, com ênfase nesta região de Cacoal a Vilhena”.




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