Fapero financia bolsas de capacitação e fixação de profissionais de Ciência e Tecnologia

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Fapero financia bolsas de capacitação e fixação de profissionais de Ciência e Tecnologia em apoio aos laboratórios de pesquisa de Rondônia

Foi confirmada a primeira chamada da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) para a concessão de 24 bolsas de capacitação e fixação de Recursos Humanos em Ciência, Tecnologia e Inovação (Cafix de RH em CT&I). O programa de apoio técnico aos laboratórios, vinculados às instituições de ensino superior ou pesquisa sejam públicas ou privadas, e deve capacitar e fixar os recém-formados no estado no ambiente de pesquisa local que possa trazer o desenvolvimento científico e tecnológico para Rondônia.

Segundo o diretor Científico da Fapero, professor Andreimar Soares, “os alunos já graduados, que podem ser inclusive mestres ou até mesmo doutores, tenham a oportunidade de ficar mais um tempo no estado e contribuir com o crescimento da pesquisa científica, gerando desenvolvimento social aqui”.

Francisco Elder, presidente da Fundação, explica que esse era um problema em Rondônia, já que havia laboratório montado, mas não havia gente capacitada para trabalhar na unidade. “Atualmente conseguimos amenizar a situação, e os laboratórios que temos na Unir, na Embrapa, na Fiocruz, e em várias instituições de Ciência e Tecnologia, agora já podem pegar os bons alunos, os melhores que se graduarem, e colocá-los para trabalhar dentro da área em que são formados, já que as pesquisas acontecem em várias áreas de conhecimento, seja biologia, agrária, enfim”.

As bolsas são válidas por 12 meses, no valor total de R$ 564 mil, variando entre R$ 1.5 mil e R$ 3 mil. Para os profissionais com título de mestre são quatro vagas no valor de R$ 3 mil mensais para cada, somando R$ 144 mil de investimento. Para os profissionais de nível superior, com dois anos de experiência comprovada na área, são oito bolsas no valor individual de R$ 2.5 mil, e um total anual de R$ 240 mil. Já para os formados na área técnica/tecnológica ou nível superior em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, o valor de R$ 1.5 mil mensal, sendo 12 bolsas, que somam R$ 216 mil.

“Os perfis dos candidatos são indicados pelos supervisores do grupo de pesquisa, e devem responder à necessidade de conhecimento e técnicas dentro da área de pesquisa em que se propõem, para se manter o apoio técnico altamente qualificado”, acrescenta Andreimar. “Ainda temos um ou dois candidatos em processo de preenchimento de informações que garantam a elegibilidade para contemplar a todas as regras, e assim possam ser homologados”, completa.

O presidente da Fapero declara que, a luta orçamentária é para que seja ampliado o período de bolsa/incentivo, já que tempo mínimo para que se chegue a algum resultado em uma pesquisa é de pelo menos dois anos. “Foi uma grande conquista conseguirmos aprovar o Cafix, mas ainda é pouco o tempo de apoio, visto que em um ano, a pesquisa ainda não estará concluída e o prazo se encerra sem resultado. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – o CNPQ, esse tipo de apoio começou com 24 meses, e hoje o tempo é de 36 meses de bolsas de apoio à pesquisa”, esclarece.

“O programa realmente precisa de renovação. O ideal seria já fazer o edital com 24 meses. Nós começamos com o que foi possível para que se criasse ao menos a motivação para a necessidade do apoio, que no estado nunca se teve. O retorno do investimento em Ciência e Tecnologia é o que traz desenvolvimento e fomenta a economia de um estado”, afirma o professor Andreimar.

Lançamento

Até esta sexta-feira (4), a Fapero lança ainda a chamada pública para o programa de apoio a eventos científicos, que divulgam ações, pesquisas, resultados e formação na área científica e tecnológica em Rondônia.

“Para se ter noção da importância desses eventos, recentemente uma instituição privada promoveu um encontro onde tratava-se sobre leishmaniose e as pesquisas desenvolvidos aqui. Uma doutora veio por conta própria de São Paulo e encontrou nos resultados dos pesquisadores de Rondônia algo que agregava ao seu trabalho. A pesquisadora estava trabalhando com a luz de lead para minimizar os efeitos do envenenamento local nas lesões, e os nossos pesquisadores estavam desenvolvendo pesquisa no mesmo sentido. Isso quer dizer que, o avanço da pesquisa também depende de eventos como esse que gerem a troca de ideias e a junção de trabalhos já em desenvolvimento”.

Fonte
Texto: Vanessa Farias
Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia




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