MP arquiva investigação do acidente que matou Eduardo Campos

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Procuradores apuravam parte criminal do acidente aeronáutico e dizem não ter elementos suficientes para determinar responsáveis

O MPF (Ministério Público Federal) decidiu arquivar a investigação do acidente aéreo que matou o candidato à Presidência da República Eduardo Campos e outras seis pessoas em agosto de 2014.

Os procuradores apuravam a parte criminal do acidente, para tentar identificar eventuais responsáveis.

No entanto, nesta quarta-feira (27), o MPF afirmou que “não foi possível determinar a causa exata da queda da aeronave, tampouco definir os  responsáveis por eventuais crimes cometidos”.

A principal dificuldade apontada foi a ausência de gravador de voz na cabine de comando do jatinho Cessna Citation 560XL, que caiu sobre uma área residencial na cidade de Santos, litoral de São Paulo durante a campanha presidencial.

“Apesar de obrigatório em aeronaves daquele tipo, o dispositivo havia realizado a última gravação em janeiro de 2013, mais de um ano antes do desastre”, acrescenta o MPF.

Um relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado à FAB (Força Aérea Brasileira), identificou falha humana. O documento, divulgado em janeiro de 2016, atribuía o acidente ao cansaço dos pilotos, à falta de treinamento deles para aquele tipo de aeronave, ao descumprimento de procedimentos de segurança para o pouso e também ao mau tempo na região.

Segundo os investigadores, a tripulação ainda tentou encurtar o caminho para o pouso após ter que arremeter.

Já o MPF considera quatro hipóteses para a queda do avião, sendo duas delas de ordem mecânica, uma colisão com algo externo e desorientação espacial dos pilotos.

“Verificando-se que as perícias e diligências realizadas concluíram que a causa do acidente poderia ser uma dentre as diversas arroladas no relatório policial, não sendo possível, entretanto, definir qual delas foi capaz, por si só, de ceifar a vida dos tripulantes da aeronave, o arquivamento é medida que se impõe”, justifica o procurador Thiago Lacerda Nobre.

Fonte: noticias.r7




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