Povo indígena Mura irá resistir aos impactos de Santo Antônio

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Em audiência pública realizada no Poder Legislativo em 29 de Março deste ano, que debateu sobre os impactos ambientais e sociais quanto à possível aprovação da Elevação das Cotas dos reservatórios da Usina Hidrelétrica Santo Antônio do rio Madeira. O povo indígena Mura, que há mais de três séculos vivem as margens do rio Madeira, do rio Amazonas e do rio Purus irão continuar na resistência contra o extermínio dos índios na Amazônia brasileira.

A representante dos Mura na audiência pública da elevação das cotas das usinas do rio Madeira na Assembleia Legislativa, a indígena Márcia Mura, foi enfática nas exigências dos Direitos Humanos garantidos por Lei aos indígenas no Brasil, pois para Márcia os direitos dos povos das florestas há mais de quatro gerações são violados no País e nada é feito pelo Governo de Michel Temer (MDB).

Contudo, o debate neste dia (29) em audiência pública no Poder Legislativo de Rondônia estava em torno dos recursos milionários que a Hidrelétrica de Santo Antônio vem prometendo para o Governo do Estado. De acordo com informações da Assembleia Legislativa, o valor estimado desse repasse da UHE Santo Antônio para os municípios rondonienses chega às cifras dos R$ 78 milhões. No entanto, para os povos indígenas e principalmente para os Mura, os impactos ambientais e sociais continuarão a persistir diante dos séculos que estão por vir.

– Os territórios indígenas, ribeirinhos e quilombolas estão cada vez mais destruídos por esses progressos do homem branco. Essas hidrelétricas nos matam todos os dias e não podemos aceitar esse tipo de manipulação – desabafou Márcia Mura.

Fonte: mapping.com.br




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