Testagem em massa para Covid-19 na maior cidade do Cone Sul revela estratégia equivocada e pessoas sem consciência

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 Alguns “furam” a fila e fazem testes sem apresentar sintomas da doença

A testagem em massa para Covid-19, que vem sendo realizada em Vilhena nos últimos dias, revela que um dos problemas no combate à pandemia é a própria população, embora o critério para a escolha das pessoas que serão submetidas ao procedimento também seja questionável.

Um profissional de Saúde com décadas de experiência disse ao FOLHA DO SUL ON LINE, sob a condição de ter sua identidade preservada, que testar todo mundo, como vem sendo feito, é um grande equívoco.

Para o entrevistado, se houvesse material suficiente, a testagem em quem não apresenta sintomas faria sentido. “Mas, com menos de 1.600 testes disponíveis nesta primeira fase, apenas pessoas com indícios de contaminação deveriam participar. Do jeito que está sendo feito, a maioria dos casos só vai aparecer quando o paciente estiver em estado grave”.

O site já mostrou que os resultados dos testes rápidos não são confiáveis, e que o diagnóstico precisa ser confirmado por exames laboratoriais posteriores. A Anvisa mantém um página na internet para que as pessoas tirem suas dúvidas sobre esta modalidade de exames (CONFIRA AQUI).

MUITOS NÃO AJUDAM E AINDA ATRAPALHAM
Nos testes que vêm sendo feitos, pessoas sem nenhum sintoma consomem a maior parte dos exames. Além disso, ao invés de se submeter à coleta em seus bairros de origem, estes cidadãos percorrem a cidade e acompanham a ação através das redes sociais e aplicativos. Resultado: pacientes vão de um extremo a outro da cidade para se submeterem aos testes.

Em outros casos de flagrante malandragem, muitos simplesmente entram nos carros que estão na fila da testagem. Como o critério não é um teste por veículo, quem está dentro, mesmo que apenas de carona, fura a fila dos que vêm atrás.

FESTINHAS
Ocorrências policiais registradas diariamente, relatando apreensões e prisões em eventos que aglomeram pessoas em Vilhena revelam que a contribuição da população (ou pelo menos a parte menos consciente dela) para frear a pandemia é desanimadora.

 

FONTE: Folha do Sul




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