Mãe do homem que matou a esposa, de Colorado do Oeste, pressiona netos pela herança do assassino

Mãe do autor do feminicídio enviou áudios para o neto mais velho, que vive em Pontes e Lacerda (MT)
COLORADO DO OESTE – Não é muito coisa o que restou do relacionamento Sirley Pereira Gomes e Diogo Tavares, que a assassinou – em mais um casa de feminicídio dos milhares que se registra mensalmente no Brasil. Mas, ainda assim, ele – que está preso em uma penitenciária de Várzea Grande (MT) e a mãe dele, que mora em Goiânia -, estão tentando convencer as crianças órfãos a vender tudo.
A luta da família de Sirley, com quem estão a guarda das crianças, luta na Justiça para que os poucos bens sejam destinados às crianças.
O caso deve chegar à justiça em breve – se a avó não convencer antes – e a briga pela herança do casal.
Sirley Pereira Gomes foi assassinada por Diogo Tavares, na cidade de Pontes e Lacerda (MT) este mês. Antes de mudar para Pontes e Lacerda, Sirley morava em Colorado do Oeste, onde vive seus familiares.
Um parente de familiar de Sirley explica que filhos menores do casal estão morando com a mãe dela de Sirley, em Colorado, e deu detalhes das investidas da mãe do assassino para vender os bens.
Moradora de Goiânia (GO), a avó das crianças que ficaram órfãs pela ação do próprio pai, vem pressionando o neto mais velho, que tem mais de 18 anos e vive na cidade de Pontes e Lacerda (MT).
Áudios nos quais a avó materna tenta explicar ao neto que ele deve autorizar a venda da herança, revelam que a intenção é usar o dinheiro para cobrir despesas do autor do feminicídio, que atualmente estaria em uma penitenciária de Várzea Grande (MT).
A acusada estaria planejando vender o carro, a moto e a casa que pertencem ao casal. Ela diz que irá doar metade do valor arrecadado para os filhos de Sirley, mas os familiares desconfiam dessa promessa.
Por enquanto, ela já conseguiu colocar a mão na chave da moto, mas a família não deve liberar tão facilmente o restante do patrimônio, ainda mais sem a realização de um inventário.
Autor: Da redação da Folha do Sul - expressaorondonia



