Polícia

Mulher morre durante cirurgia plástica nos glúteos e polícia investiga

O sonho de realizar um procedimento estético transformou-se em tragédia na última terça-feira (26/5), na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A jovem Bárbara Laura Souza Félix, de apenas 27 anos, morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória enquanto era submetida a uma cirurgia plástica de lipoaspiração combinada com enxertia glútea — técnica utilizada para aspirar gordura de uma região do corpo e reinjetá-la para remodelar os glúteos. O caso aconteceu no Hospital IMO, localizado no sofisticado bairro Lourdes.

1 Hora e 12 Minutos de Luta pela Vida

De acordo com os registros oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o procedimento transcorria de forma padrão até que Bárbara apresentou complicações hemodinâmicas graves na mesa de operação. O quadro evoluiu rapidamente para uma parada cardiorrespiratória generalizada.

Imediatamente, a equipe médica de plantão e os anestesistas interromperam a cirurgia estática e iniciaram os protocolos de emergência, realizando manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP). Os esforços de reanimação estenderam-se de forma ininterrupta por exatos 1 hora e 12 minutos. Apesar de toda a infraestrutura hospitalar mobilizada e do uso de medicamentos de suporte à vida, o organismo da jovem não respondeu aos estímulos e o óbito foi declarado no bloco cirúrgico.

Polícia Civil Investiga o Caso

A morte repentina acionou as autoridades policiais do estado. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) enviou peritos criminais diretamente ao Hospital IMO para isolar a sala de cirurgia e coletar vestígios, prontuários médicos, amostragem de medicamentos utilizados e equipamentos que possam ajudar a esclarecer as causas das complicações.

O corpo de Bárbara Laura foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) André Roquette, onde passará por exames de necropsia para determinar se houve embolia pulmonar, reação anestésica ou outra intercorrência médica. A coluna Na Mira tentou contato com a administração do Hospital IMO para que a instituição apresente seu posicionamento, e o espaço permanece aberto para manifestações.

Fonte: portal do ancorador

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